Extraídas Impressões Impressas

 


Da série METROLHO

 

2

 Sacodem os vagões pelos túneis e trilhos, entram e saem pés a bater perna movimentando a vida. A gravação repete a cada entre-estação o lembrete educado dos lugares especiais. Segue o casal com os dedos entrelaçados no suporte dos que vão em pé. Que grande importância ir ou não sentado? Olham-se nos olhos, trocam palavras. Enquanto tantos se atrapalham no balanço, cerram a face aos que alcançam um lugar primeiro, o casal se sorri em equilíbrio dançado. Conforto é aquilo visto no ar, feito áurea, entre os dois. Especial parece mesmo o seguir junto, um ir lado a lado pelas trilhas da vida. Mais um punhado de gente entra, o ar apertado, pessoas se esbarram. Mas o casal... o casal aproveita do aproximar-se. Ela com seus olhos espichados acomoda a cabeça sobre seu ombro. Ele como quem protege por carinho envolve os braços dedilhando seu cabelo. Um punhado de gente se esvai pelas estações, o casal sequer repara. Juntos, os dois permanecem em sua harmonia,  com esse claro ar misterioso de seguirem assim por todo o caminho.



Impresso por-em Cris Ebecken As 18:27:49
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Da série MA(R)ITMO

3

Há uma confluência, uma coisa dessas da natureza,

aonde caminho e água se misturam

feito sinal de Deus a dizer:

o que transmuta, flui,

o que flui, transmuta.

É uma beleza sábia e inocente

nada ingênua em sua ritmica paciência.

Verdadeira é a vida a nascer e renascer

dentro de seu tempo.



Impresso por-em Cris Ebecken As 18:22:45
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Impressa

Por vezes me toma a sensação de ter desaprendido como se escreve, parece-me que o ato fica gago, falho, estupefatado. Por outras, me estanco na impressão de ser impossível dar palavra a tudo que me está escrito, um borbulhar de vida muda por tão falante. Há também os tempos feito doida varrida, em obssessão pela próxima palavra a ser escrita, a me debruçar compulsivamente sobre as linhas como verdadeiro ofício. Mas é olhando uma gaivota no céu e o percurso no mar aonde suas asas seguem fluidas, que compreendo... sim... a palavra é feito pipa, sopra à alma conforme o vento. Escrever é coisa assim... repleta de pousos e decolagens.



Impresso por-em Cris Ebecken As 18:11:08
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Entre o existir e o viver

há um espaço...

um corredor,

uma porta,

um escolher.

 

Entre o existir e o viver

há o abrir,

lugar aonde a vida mora.



Impresso por-em Cris Ebecken As 22:31:39
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