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- Desculpa a falta de jeito.

- Me parece um tanto estabanada...

- Não sei se sei o que é ter sido amada.

E ele a olha com os olhos de quem sempre estivera por ali.



Impresso por-em Cris Ebecken As 19:50:04
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Que ninguém se espante

com o outro

ou consigo mesmo.

Todo ser humano

tem um quê de intrigante

feito caixinha de surpresa

prestes a colocar a boca no trombone.



Impresso por-em Cris Ebecken As 21:57:30
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Um calor seco de quentura lhe toma toda a pele no tato com o mundo. Não sabe se chama árida de fogo ou lâmina cortante de gelo. Olha as ilusões à venda, as das vitrines mais cobiçadas da moda e as mais barganhadas nas barraquinhas barulhentas da rua. Venda os olhos, tem visto além das contas e limites bancários das emoções. Não tem intenção de compra ou venda, anda cismando em ainda pasmar com as competições das imagens. Tudo lhe soa irreal e raso como o mais claro relâmpago. Quem vai saber que não se encontra em nenhum desses figurinos?



Impresso por-em Cris Ebecken As 21:40:14
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Percepção Gozosa

Goza

no mais puro requinte

da libertina língua das palavras

desconstruindo e reconstruindo

a intimidade dos orgasmos

quando a saliva

se mistura e cria

vida

nova.



Impresso por-em Cris Ebecken As 20:25:18
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Talvezes

 Maria já foi boa de cachaça, hoje prefere a cerveja e deixa o vinho para as possibilidades degustadas do romantismo do talvez. Deu agora de repetir isso o tempo todo ao espelho, a palavra talvez. Anda burilando o novo, talvez acredite na libertação dos padrões, ou está prestes a render-se por completo ao confinamento dos estereótipos, talvez. Encontrou na geladeira, lá fundo, na prateleira debaixo, um vinho largado do seu antigo amor. Pegou sem delicadezas a garrafa, pois-se a bebê-la... sozinha ou acompanhada? Talvez.

Maria já não desfila nos olhos um traço sequer de ingenuidade, e assim, talvez, tenha resgatado a velha infância. Quem sabe se divaga sobre os filhos que gostaria de ter? Quem sabe se debruça sobre contruções profissionais? Talvez ela mesma não se atenha tanto às métricas dos passos. Tudo que exala e respira Maria é essa impressão de que a vida mata a todo tempo o passado, que o amanhã é o mistério do fruto não amadurecido no hoje, e esse hoje é a gama infinita das possibilidades do talvez.

Maria sabe bem da força dessa palavra incerta e atemporária. Talvez um sonho romântico do mais velho passado tenha lhe buscado a porta. Talvez um desejo até o então calado tenha lhe tomado a voz na forma da mais inovadora libertinagem. Talvez Maria tenha se reconhecido na imagem da mais louca, ou quem sabe assim tenha recobrado a sanidade. Talvez o agora a tome nos braços e lhe seja o homem que Maria merece ter, por pura esperança de quem persevera na mania de achar que um dia se chega a algo mais sólido que o talvez.

Maria olha tudo a volta, suas impressões são das mais fulgazes, como seu excesso de talvez. Tudo que sabe é que não se chama Maria, se inventou nesse nome para falar de si, uma única vez... talvez por representar a pluralidade singular do feminino que por esses dias anda sendo homenageado... talvez para brincar com a severidade social com que Maria e feminino são vulgarizados à raiz da falta de autenticidade na vida concreta aquém imagens. Talvez em seu íntimo humano haja uma voz ecoante desumana, gritando feito o poeta, " Acorda, Maria".

Pois bem, Maria está nitidamente acordada, e talvez se pareça dessa forma adormecida. Por distração ou propósito?, talvez. Bebe do vinho, da cachaça e da cerveja. Tem dos seus segredos, não conta a ninguém. Tem seus desejos e alinhava na sua trama do tempo. Maria irá amanhã à praia, encontrará o sol ou a lua, talvez.



Impresso por-em Cris Ebecken As 13:28:32
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Segue a viagem...

viver é essa aventura

cada dia entre sol e lua,

em cada passo um novo agora.

 

Segue a viagem

sem freio nas asas,

viver é caminhar no desconhecido.



Impresso por-em Cris Ebecken As 11:26:46
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